LUCIDEZ PRECÁRIA
Escrevendo se vive outras vidas, escrevendo se cuida da alma. Escrever me redime, me inspira. Escrever é sublime.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Uma só
Olho em volta e cercada de pessoas que me estimam, sou incapaz de me fazer compreender. É como estar a centímetros e a kilômetros de distância ao mesmo tempo. É como tentar se fazer entender em uma terra onde não falam sua língua.
Me sinto estrangeira entre os meus, única entre iguais, sigo sozinha em meio a uma multidão.
Tento mostrar minha fraqueza, mas a do outro sempre dói mais. Se expresso meu desamparo a culpa é minha, pois o outro já se doou o quanto pôde. Suas necessidades são prementes, quanto às minhas…. Bem, são minhas.
Queria apenas ser ouvida, abraçada. Sem julgamento, sem justificativa, sem verborragia. Queria estar confortável na minha pele.
sábado, 6 de março de 2010
A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice LispectorO amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
Carlos Drummond de AndradePodemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.
PlatãoNada é pequeno no amor. Quem espera as grandes ocasiões para provar a sua ternura não sabe amar.
Laure Conan"O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras - acho que estou entre elas - aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação."
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
domingo, 8 de novembro de 2009
Fabricio Carpinejar
sábado, 7 de novembro de 2009
Clarice Lispector - l

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Clarah Averbuck
Palavras não são só palavras... Nunca. Palavras têm forma, cor, e textura, palavras têm peso, tem cheiro e tem gosto... Palavras têm alma e tem rosto, palavras têm vida...
Existem palavras-arma, que atiram e machucam, podem até matar. Não pessoas, sentimentos. Palavras-agulha, o que elas injetam faz efeitos diferentes em cada um... Ou não fazem efeito algum. Palavras-bálsamo, se ditas na hora certa aliviam a dor, Palavras-chiclete, ficam marcadas, grudadas, prá sempre. Palavras-felpa, nunca se consegue extrair por inteiro... Palavras-chave, que abrem qualquer porta. São as mais perigosas, nunca se sabe o que vai encontrar. Pode ser um trem, que te atropela, um jardim, ou um local de acesso restrito... Palavras-kleenex, servem prá secar lágrimas, Palavras-borboleta, que voam, palavras-pernilongo, zumbem no teu ouvido e tu não sabe de onde vem... E, meu Deus, palavras-tumor, se retiradas a tempo não matam. As palavras nunca são só palavras. Sim, a boca só obedece o cérebro, logo, palavras são pensamentos, de momento ou de uma vida. Antes de sair, elas passam pela alma, pelo coração... E pela cabeça. Então, my beloved, cuidado com as tuas palavras, elas são tudo que eu tenho agora.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Santo Agostinho
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Pra você... sempre...
Vanessa Da Mata
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Um filme obscuro
Quando eu for uma atriz consagrada no circuito cult, atuando em filmes indies europeus e colecionando ursos, palmas e sundances de ouro irão procurá-lo para dar um depoimento sobre mim. Aí você diz: uma pessoa instável.
Fica ótimo falar dos apertos depois que estes já passaram. Vira glamour.
Sou extremamente distraída. Percebi há alguns anos e cada vez mais fica claro como isso me afetou.
Desde pequena tenho problemas de concentração. Era “avoada” e “lerda”. Repeti várias vezes na escola. Acredite quando digo várias vezes. E quando fui amadurecendo percebi que haviam coisas que deveriam ter ficado na infância ou, no máximo, adolescência.
Começo uma tarefa, depois outra e depois outra e depois volto à primeira para não concluí-la, mas sim para pensar na solução de uma quarta, que ainda nem iniciei. Venho até minha mesa pegar um documento e realizo outras tarefas pendentes, mas não pego o documento. Me esqueço das coisas. Muito rápido.
Penso mil coisas ao mesmo tempo e não consigo me organizar nenhuma delas. Sou uma negação para administrar minhas finanças.
Não sei se acabei usando essa constatação como muleta para meus fracassos. Não me sinto no direito de reclamar da minha vida, mas ter o que comer não é o suficiente. Quero ter um objetivo. Algumas vezes ponho na cabeça que preciso conquistar uma determinada meta. E por todos os longos minutos seguintes que essa meta subexiste sou uma grande pessoa. E quando vejo que não meio de conseguir o que almejo, sempre pelas mesmas razões, volto ao limbo.
Por que estou contando tudo isso? Quero ser capa da Cahiers du Cinéma um dia e você tem que ter algo a dizer sobre minhas profundas crises existencias, oras!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Playing for Change
TOCANDO POR MUDANÇAS

O vídeo do projeto começa com um negro, músico de rua na cidade de Santa Monica, nos Estados Unidos.
A julgar pelo título, em Inglês, "Playing for Change" (Tocando por um Troco) não achava nada de muito especial, me parecia mais um clipe comum de algum músico desconhecido. Não sou muito boa de inglês, mas existe um duplo sentido: CHANGE pode significar "troco" ou "mudança". Depois de tudo que li e ouvi, achei o título perfeito para um projeto tão grandioso.
Assistindo ao clipe, percebe-se o poder real da música, o seu poder de unir as pessoas em torno do mundo. Transmite-nos na mesma hora um sentimento de felicidade, de união, de paz...
Antes de começar a canção, o músico fala um texto para apresentar o título da canção: "Stand by Me". Ele começa a tocar um violão velho introduzindo o tema e logo depois, entra com sua voz grave e profunda, muito forte e bonita. Fala que não importa quem você é, ou quanto dinheiro tenha, somos todos iguais, afinal.
Aos poucos, outros músicos começam a tocar a canção, um a um, com seus instrumentos e vozes. O que mais impressiona foi saber que cada músico gravou a sua parte em diferentes cidades do mundo. Todos são músicos de rua, talentosos e muito originais - Músicos americanos, brasileiros, europeus, asiáticos, indígenas, grupos percussivos e até um coral africano maravilhoso.
É impressionante a força que a música vai ganhando na medida em que cada um entra com seus diferentes instrumentos e vão se somando.
Os diretores que produziram o clip são profissionais premiados no cinema e na produção musical, e pelo que entendi trabalham em prol da educação neste e em outros projetos. Mas reunir músicos de rua dos quatro continentes em um clipe foi sensacional mesmo!
No clipe fica ainda mais óbvio que música não precisa de nação, de leis, de idioma, de crenças, filosofias, religião e nem de política. A idéia de movimentos como esse, para conectar o mundo com a música nos traz esperança e uma paz de espírito intraduzível.
Assista ao vídeo com o coração aberto e reflita o que pode ser mudado na sua vida, na sua rotina...
Participe da campanha e sinta-se parte de algo realmente grandioso, sem segundas intenções e sem politicagem.
Trilha sonora
- Anthony Hamilton - Do you feel me?
- David Grey - This Years Love
- Dee Lite - Groove is in the Heart
- Faithless - Music Matters
- Gavin DeGraw - More Than Anyone
- Kevin Johansen - Anoche Sone Contigo
- Koop - Koop Island Blues
- Magic Numbers - I see you ,you see me
- Marisa Monte e Paulinho da Viola - Danca da Solidao
- Milli Jackson - Hurts so good
- Nine Inch Nails - Only
- No Doubt - Hella Good
- Notations - Super People
- Paulinho da Viola
- Sasha - Sex Secret
- Sly & Family Stone - Everyday People
Vá sem medo
livros, livros, livros
Nesta embalagem voce encontra:
- A.
- Sao Paulo/SP, Brazil
- Uma mulher inquieta, intensa, passional, desorganizada, sensivel, ansiosa. Outsider.
