domingo, 30 de março de 2008

Choose Life - Pf Project


Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family.
Choose a fucking big television, choose washing machines,
cars, compact disc players and electrical tin openers.
Choose good health, low cholesterol and dental insurance.
Choose fixed-interest mortgage repayments. Choose a starter
home. Choose your friends.
Choose leisurewear and matching luggage.
Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fuckingfabrics.
Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sundaymorning.
Choose sitting on that couch watching mind-numbing,
spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into yourmouth.
Choose rotting away at the end of it all,
pishing your last in a miserable home,
nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-upbrats you have spawned to replace yourself.
Choose your future. Choose life.
But why would I want to do a thing like that?
I chose not to choose life: I chose something else. And thereasons? There are no reasons.
Who needs reasons when you've got...?

sábado, 29 de março de 2008


"Tenho para minha vida
A busca como medida,
O encontro como chegada
E como ponto de partida"

Sergio Ricardo e Gianfrancesco Guarnieri
PONTO DE PARTIDA


A arte expressa que é no momento exato da inspiração gera grandes textos, musicas, poemas, esculturas, pinturas, dancas, filmes e toda a sorte de manifestações sublimes da alma humana. Obras primas, enfim.
Para mim o dificil é ter chance de escrever quando a idéia chega, pois normalmente estou no trabalho, no ônibus (que glamour!) ou mesmo entre um sonho e outro, no meio da noite.
Outro dia me ocorreu um tema e seu possível desenrolar em uma mesa de bar, entre cervejas, risos e amigos. Logo escondeu-se novamente, como que ofendido por não ter sido festejado e convidado a ficar. Acontece.
Dica aos comparsas: os bar Astronete (http://www.astronete.com.br/cine-trash.htm) abre suas portas às 4as para os aficcionados em cinema underground. Os filmes são exibidos em uma TV no meio da pista e entre um drink e outro pode-se assitir películas raras e "trash movies" imperdíveis.
Quem tiver interesse me avise, podemos ir em um petit comitée na proxima sessão.

sexta-feira, 28 de março de 2008

"...todos compreenderam que exteriorizar sua angustia em palavras escritas vem a ser uma aposta contra a desesperanca, a unica forma que tem de afirmar sua humanidade ferida.
A unica maneira de se dar em alento.
Alento, animo, anima, alma, espirito, inspiracao, respiracao.
Porque a origem da vida, a origem da linguagem e a origem da poesia se encontram justamente na aritmetica primitiva da respiracao. O que aspiramos, exalamos, inalamos, minuto apos minuto, e o que nos mantem vivos num universo hostil desde o instante do nascimento ate o segundo anterior a nossa extincao.
E a palavra escrita nao e outra coisa senao a intencao de ter de volta de maneira permanentemente e segura desse alento, marca-la em uma rocha, ou estampa-lo num pedaco de papel ou tracar seu significado numa tela, de forma que a repeticao possa perpetuar-se alem de nos, sobreviver ao que respiramos, romper as correntes frageis da solidao, transceder nosso corpo transitorio e tocar alguem com lagrimas de sua busca.
Respiramos.”
Ariel Dorfman

quinta-feira, 27 de março de 2008

Botecos - Luis Fernando Verissimo

Tinha uma mania: colecionava botecos. Não os freqüentava, apenas. Era um estudioso. Gostava de descobrir botecos e recomendar para os amigos. Ultimamente vinha se especializando - um refinamento da sua paixão - no que chamava de botecos asquerosos. Daqueles que nenhum fiscal da Saúde Pública incomoda porque não passa pela porta sem desmaiar.
Seu rosto se iluminava na frente de um boteco asqueroso recém-descoberto. Não resistia e entrava. Depois contava para os amigos.
- Uma glória. Sabe ovo boiando em garrafão com água?
- Repelentes, é?
- As galinhas não os receberiam de volta. A própria mãe!
Descrevia o boteco com carinhoso entusiasmo.
- E que moscas. Que moscas!
Só não tinha paciência com o falso sórdido. Alguns botecos assumiam suas privações como uma declaração de falta de princípios. Ele preferia o sórdido inconsciente, o sórdido autêntico. Principalmente o sórdido pretensioso.
Uma vez contara, extasiado, uma cena. Terminara de comer uma inominável almôndega, pedira um palito para o dono do boteco e desencadeara uma busca barulhenta e mal-humorada, com o dono procurando por toda a parte e gritando para a mulher:
- Cadê o palito?
Finalmente o dono encontrara o palito, atrás da orelha, e o oferecera. Ele se emocionava só de contar.
Os amigos, sabendo da sua paixão, mantinham-se atentos para botecos sórdidos que pudessem interessá-lo. Muitos ele já conhecia.
Um que tem uma Virgem Maria pintada num espelho com uma barata esmigalhada de tapa-olho? Vou seguido. A cachaça é tão braba que tem bula com contra-indicação.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Ontem a noite recebi a visita de Paulo, meu primo, meu amigo. Conversando com ele tive, em varios momentos, ideias para os posts. Titulos instigantes surgiam e voltavam a se esconder em algum recondito da minha mente ja um pouco letargica aquela altura. Trechos inteiros pareciam escrever-se sozinhos e ao tentar relembra-los as palavras se perdem rapido, como que fugindo.
Sair da rotina me inspira tremendamente. Pequenas mudancas que alteram completamente minha percepcao, pelo menos por um breve periodo. A presenca de Paulo em casa surtiu esse efeito.
Fazer um caminho diferente para o mesmo destino de todos os dias, insistir na musica que nunca tive paciencia para ouvir ate o final, vestir aquela blusa que ganhei e nunca usei, ler o livro comprado por impulso e que nunca foi folheado alem da contracapa ou um experimentar um sabor novo, despindo-me de preconceitos.

Inspire-se...Inspire-me!!!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Oliver Sacks e o cara



" Em histórias que misturam música, neurociência e curiosos personagens, Sacks relata uma série de experiências humanas dramáticas e surpreendentes, exibindo todo o seu fascínio pela criatividade da mente ao lidar com suas próprias afecções.

A música é uma das experiências humanas mais assombrosas e inesquecíveis, e o novo livro do neurologista e escritor Oliver Sacks, Alucinações musicais, nos faz entender por quê. A exemplo de seus livros anteriores, entre os quais se destacam Tempo de despertar e O homem que confundiu sua mulher com um chapéu, Sacks nos oferece aqui histórias musicais cheias de drama e compaixão humana envolvendo pessoas comuns ou portadoras de distúrbios neuroperceptivos.

O que se passa com o cérebro humano ao fazer ou ouvir música? Onde exatamente reside o enorme poder, muitas vezes indomável, que a música exerce sobre nós? Essas são algumas das questões que Oliver Sacks explora, em seu estilo cativante, nesta admirável coletânea de casos, mostrando, por exemplo, como a música pode nos induzir a estados emocionais que de outra maneira seriam ignorados por nossa mente, ou ainda evocar memórias supostamente perdidas nos meandros do cérebro.

É impossível não se impressionar, por exemplo, com a história do médico que experimenta, depois de ser atingido por um raio, uma irresistível compulsão por música de piano, a ponto de se tornar ele mesmo um pianista. Ou com os casos de "amusia", uma condição clínica que faz Mozart soar como uma trombada automobilística aos ouvidos da pessoa afetada. Sem contar as histórias de gente acometida dia e noite por alucinações musicais incessantes.

O estudo de casos surpreendentes de pessoas com distúrbios neurológicos ou perceptivos ligados à música reitera a crença de Sacks em uma medicina que humaniza o paciente e tenta, junto com a abordagem clínica, integrar as dimensões psicológica, moral e espiritual tanto das afecções quanto de seu tratamento."



domingo, 23 de março de 2008

Sleeveface, minha mais recente descoberta

Sleeveface (ou cara de disco de vinil numa traduçao livre) é como se chama a pratica de tirar fotos usando capas de disco de vinil, de modo que se forme uma imagem só, tornando a capa parte do cenário que o cerca. Muito legal porque e democratico. Vai de Pretenders a Lisa Stansfield, Marilyn Mason, Clash e Frank Sinatra.
Alguem reconhece esse ai da foto? Pode ser o cara da banca de pastel, tendo seu dia de Bruce Sprisngsteen.
Nessa semana quero assistir "Chega de Saudade" (http://www.chegadesaudadeofilme.com.br/site) e tambem o filme "O Passado", de Hector Babenco, versao para o livro homonimo de Alan Pauls, que estou lendo no momento.
Uma dica para quem curte livros e o projeto Embarque na Leitura. Com unidades nas estacoes Tatuape, Paraiso, Luz e Largo 13 do Metro as biblitecas disponilizam cerca de 2.100 titulos.
Varios livros que li recentemente foram emprestados de la: Balzac e a Costureirinha Chinesa, Cao Come Cao, Quando Nietsczhe Chorou e por ai vai.

Em tempo: Andy Wahrol sabia mesmo das coisas.

sábado, 22 de março de 2008

Crescer implica certos sacrificios. Aprender e fazer escolhas trazem suas dores e prazeres.
"A palavra 'facil' nao existe no vocabulario dos adultos" diz Michael Caine no filme " O Sol de Cada Manha" ao explicar ao filho - ja adulto - o quanto e doloroso esse processo.
Nao me arrependo das escolhas que fiz, mas constantemente me pergunto onde estaria agora, quantas chances perdi - e ganhei- optando por uma vida "certinha" : casa, marido, filha, emprego estavel.
Percebo hoje que as pessoas nao sao tao fortes quanto nos fazem crer e nem tao seguras, que certos objetivos sao validos e necessarios mas que insistir em alguns sonhos e burrice. Percebo que ler engrandece a alma, que podemos amar a vontade, pois o amor sempre se renova, que o "bem" nem sempre vence o "mal". Alias percebo que o dito "mal" nem sempre e tao mal assim, bem como o tao aclamado "bem" pode nao ser la essas coisas, e um depende do outro para ser.
Percebi tambem que nao importa quantas caixas de cerveja voce compre, ela sempre vai faltar.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Apenas por hoje

Uma das minhas musicas prediletas da India Arie diz "Apenas por hoje nao vou me preocupar com que o amanha trara".
Me pergunto se e possivel viver cada dia com essa leveza, aproveitando cada minuto com tranquilidade e uma certa ausencia. Desfrutando da presenca de quem se ama, rindo da piada ingenua, ouvindo cuidadosamnete cada nota daquela musica que poderia ter sido escrita por voce,
comendo sem culpa o doce irresistivel, assitindo pela vigesima quinta vez o filme da sua vida, lendo e marcando trechos do livro que o fez enxergar o mundo com outros olhos.
Se conseguissemos, a cada dia, fazer pequeninas coisas como essa, pelo menos uma delas, tornariamos nossa rotina mais doce...


Sob a Pele

Sob a pele
Se escondem as dores
Se choram os amores
Os ossos amolecem
As lagrimas ficam pesadas
Os dedos se afundam
Os olhos se fecham
E a dor nao tem voz

Sob a pele
Os movimentos sao dolorosos
As musicas emudecem
A luz e morta
A agua e turva
A alma erma
Se esconde

Sob a pele
Os sabores sao amargos
O toque e dolorido
O halito e frio
O amor murcha
O chao se abre

Sob a pele
Se morre aos poucos

A.

quinta-feira, 20 de março de 2008

O primeiro post a gente nunca esquece

A lucidez e precaria, mas ainda existe. Menos mal. E esse sutil equilibrio, fragil e tenue que me mantem viva. Me faz ver o negro da noite com olhos de gato e ouvir uma musica muitas vezes, muitas, sempre pela primeira vez.
O delicado aroma de insensatez e desconsertante e absolutamente necessario. As respostas sao sempre as mesmas, mas as perguntas sempre mudam.

Bem vindo a bordo.

livros, livros, livros

Nesta embalagem voce encontra:

Minha foto
Sao Paulo/SP, Brazil
Uma mulher inquieta, intensa, passional, desorganizada, sensivel, ansiosa. Outsider.