sexta-feira, 24 de abril de 2009

Clarice disse

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada."

"O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo."

"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. "

"Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim. Eu o estaria lendo e de súbito, uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!"

"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada. "

"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando... "

"Acho que sábado é a rosa da semana."

"... os bichos me fantasticam. Eles são o tempo que não se conta. Pareço ter certo horror daquela criatura viva que não é humana e que tem meus próprios instintos embora livres e indomáveis. Às vezes eletrizo-me ao ver bicho. Estou agora ouvindo o grito ancestral dentro de mim: parece que não sei quem é mais a criatura, se eu ou o bicho."

terça-feira, 14 de abril de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Trilha sonora da vida

Nao consegui achar que vale a pena postar tanta coisa de outros aqui, ainda que digam com maestria aquilo que nao sei expressar.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

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Você não levou embora só seus discos, seus livros e sua bicicleta. Você levou minha paz. Levou com você meu bom senso, minha criatividade e alegria. Deixou aquela herança que todos recusam, mas polidamente deixam escondida em um fundo de armário. Seus medos, sua indecisão, sua inaptidão, sua letargia e sua melancolia ficaram. Insitem em morar comigo, me acompanhar por onde ando, se infurnam nos cantos da casa. Saio por aí e o vejo em outros rostos. Me assusto e ao abrir bem os olhos, enxergo o desassossego. Os lugares que freqüentávamos estão cheios de vultos que passam e me cumprimentam, mas nunca os conheci. As viagens que fizemos são monótonas, a estrada perigosa, o destino indiferente. Das suas roupas fiz minhas cortinas, meus lencóis, minhas toalhas, meus cobertores. Seu cheiro está se perdendo e em vez disso um ranço de amargura toma conta. O gato foi embora e a planta morreu.
Aqui em casa está tudo bem, obrigada.

livros, livros, livros

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Sao Paulo/SP, Brazil
Uma mulher inquieta, intensa, passional, desorganizada, sensivel, ansiosa. Outsider.