sexta-feira, 11 de abril de 2008

Quando era pequena, ate onde me lembro, tudo tinha um cheiro. Havia o cheiro de ferias, de domingo de manha, de mae brava.
Uma senhora vendia produtos de beleza desses que a gente escolhe por catalogo, para a minha mae. E dava as amostras dos "batonzinhos" pra mim. E o cheiro deles ficou nos meus labios.
O aroma do pao caseiro assado que minha avo fazia ainda perfuma minhas lembrancas e embala a nostalgia que sinto dos tempos felizes.
Havia uma nevoa que pairava no ar. Um ar pesado, mas nao desagradavel, jamais, mas quase palpavel que envolvia meu mundo infantil.
O cheiro dos materiais escolares novos. O cheiro de manteiga no pao. Cheiro da minha irma pequenina, ainda bebe. Cheiro do Domingo no Parque, Bozo e Bambalalao.
E o cheiro do tempo. Esse que passa e leva embora cada peca do quebra cabeca. O que impossibilita e que tudo cura. O tempo todo e o senhor da vida.
O cheiro de agora, o cheiro que ja foi.

2 comentários:

Luciana disse...

Linda! Como me identifiquei com esse texto! À medida que você ia falando dos cheiros, eu os ia sentindo... hehehe! Também um dia inalei esses odores, minha irmã. E sinto falta de não os inalar mais...

Paul disse...

oi prima.. também tenho olhar nostálgico com relação ao passado.. foram capítulos lindos.. inocentes.. enfim.. é isso.. Bjs


livros, livros, livros

Nesta embalagem voce encontra:

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Sao Paulo/SP, Brazil
Uma mulher inquieta, intensa, passional, desorganizada, sensivel, ansiosa. Outsider.