terça-feira, 23 de junho de 2009

Personas muy gratas

Já imitei sotaque gringo com um funcionário do metrô, e ele foi super solícito, só faltou me carregar no colo. Sabe aquela cara de cachorro que caiu da mudança? Pois é, essa era a minha expressão.
E não faço isso para ridicularizar ninguém, é só uma maneira de me desenvolver, acabo abrindo outras possibilidades.
É o que os atores chamariam de laboratório.
Aliás, se pudesse escolher algo que amo de verdade fazer, seria atriz.
Adoraria andar com outra ginga, empostar a voz de um jeito novo, chorar o drama de alguém desconhecido, ou de uma personagem. Viver uma história completamente iverossimíl, falar russo, tocar harpa, atravessar o Atlântico a nado, morrer de amor, raspar os cabelos, afinar a voz, salvar o país, fugir dos nazistas, ser a primeira mulher a votar, dar à luz em uma caverna, viajar para a Mongólia, acordar de madrugada com as luzes e os sons da aurora boreal, tecer um tapete, fumar charuto, ser amante de Fidel Castro, rainha da Inglaterra e malabarista de circo...
A fantasia me encanta.

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Sao Paulo/SP, Brazil
Uma mulher inquieta, intensa, passional, desorganizada, sensivel, ansiosa. Outsider.