segunda-feira, 24 de março de 2008

Oliver Sacks e o cara



" Em histórias que misturam música, neurociência e curiosos personagens, Sacks relata uma série de experiências humanas dramáticas e surpreendentes, exibindo todo o seu fascínio pela criatividade da mente ao lidar com suas próprias afecções.

A música é uma das experiências humanas mais assombrosas e inesquecíveis, e o novo livro do neurologista e escritor Oliver Sacks, Alucinações musicais, nos faz entender por quê. A exemplo de seus livros anteriores, entre os quais se destacam Tempo de despertar e O homem que confundiu sua mulher com um chapéu, Sacks nos oferece aqui histórias musicais cheias de drama e compaixão humana envolvendo pessoas comuns ou portadoras de distúrbios neuroperceptivos.

O que se passa com o cérebro humano ao fazer ou ouvir música? Onde exatamente reside o enorme poder, muitas vezes indomável, que a música exerce sobre nós? Essas são algumas das questões que Oliver Sacks explora, em seu estilo cativante, nesta admirável coletânea de casos, mostrando, por exemplo, como a música pode nos induzir a estados emocionais que de outra maneira seriam ignorados por nossa mente, ou ainda evocar memórias supostamente perdidas nos meandros do cérebro.

É impossível não se impressionar, por exemplo, com a história do médico que experimenta, depois de ser atingido por um raio, uma irresistível compulsão por música de piano, a ponto de se tornar ele mesmo um pianista. Ou com os casos de "amusia", uma condição clínica que faz Mozart soar como uma trombada automobilística aos ouvidos da pessoa afetada. Sem contar as histórias de gente acometida dia e noite por alucinações musicais incessantes.

O estudo de casos surpreendentes de pessoas com distúrbios neurológicos ou perceptivos ligados à música reitera a crença de Sacks em uma medicina que humaniza o paciente e tenta, junto com a abordagem clínica, integrar as dimensões psicológica, moral e espiritual tanto das afecções quanto de seu tratamento."



Um comentário:

Luciana disse...

Agora sim está provado! Você e a Aninha PRECISAM, DEVEM, TÊM QUE se conhecer!!! Você acredita que ela tbm adora o Oliver Sacks? Ela está lendo um livro dele chamado "Antropologia". Aliás, ele é uma referência pra ela, porque é um neuro/ filósofo/ antropólogo - tudo o que ela está considerando se tornar um dia, com exceção da parte antropóloga.
Já não há mais desculpas. Vou marcar um encontro entre vocês em breve, me aguarde!


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Sao Paulo/SP, Brazil
Uma mulher inquieta, intensa, passional, desorganizada, sensivel, ansiosa. Outsider.